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“O regime é cruel”: IRANIANA que vive no Brasil fala sobre a vida no IRÃ

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PODCAST:

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O vídeo apresenta o relato impactante de Máxima Nadim, uma iraniana radicada no Brasil que detalha a opressão sistemática enfrentada pelas mulheres sob o regime fundamentalista do Irã. Ela narra experiências pessoais de repressão da polícia da moralidade, explicando como normas rígidas de vestimenta e leis que desvalorizam a figura feminina cerceiam a liberdade básica. A entrevistada esclarece que a luta do povo iraniano não busca uma ocidentalização, mas sim o resgate da dignidade humana e de uma cultura milenar sufocada por décadas de autoritarismo. Máxima destaca ainda os perigos extremos de abandonar a religião oficial, o que a impede de retornar à sua terra natal devido ao risco de pena de morte. Por fim, ela faz um apelo à comunidade internacional para que amplifique as vozes daqueles que são silenciados pela violência estatal.

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Este artigo detalha as perspectivas e experiências compartilhadas por Máxima Nadim, uma iraniana que reside no Brasil há cerca de 13 anos e que fugiu de seu país de origem para escapar da repressão do regime islâmico.

A Realidade das Mulheres sob o Regime

Desde a Revolução Islâmica, há 47 anos, o Irã é governado por um regime fundamentalista que impõe regras extremamente rígidas, especialmente para as mulheres. Segundo a fonte, as mulheres são tratadas como cidadãs de segunda classe, com leis que estabelecem que seu valor e direitos (como em casos de herança) equivalem a apenas metade dos direitos de um homem.

O controle social é exercido de forma rigorosa desde a infância:

  • Hijab Obrigatório: O uso do véu é imposto a partir dos 7 anos de idade.
  • Polícia da Moralidade: Existe uma força policial dedicada a fiscalizar o vestuário feminino. Máxima relata ter sido presa porque seu casaco estava acima do joelho, o que, segundo as autoridades, deixava o “formato do corpo” à mostra, mesmo ela estando de calças e com o cabelo coberto.
  • Violência Extrema: A fonte cita o caso de Mahsa Amini, que morreu após ser espancada pela polícia por não usar o hijab de forma considerada adequada.

Natureza do Regime e Direitos Humanos

O regime atual é descrito como cruel e desprovido de sentimentos de humanidade, utilizando a violência e o derramamento de sangue para se manter no poder. Máxima destaca que a repressão não atinge apenas mulheres, mas também jovens e crianças. Relatos indicam que, em manifestações pacíficas recentes, o regime foi responsável pela morte de muitas pessoas, a maioria com menos de 30 anos. Além disso, o acesso à internet é severamente limitado no país, dificultando a comunicação com o exterior.

Cultura Persa vs. Fundamentalismo Religioso

Um ponto central da fonte é a distinção entre a cultura milenar do Irã e o atual regime religioso. Máxima enfatiza que:

  • Identidade Persa: O povo iraniano possui uma cultura de mais de 2.500 anos, com raízes no Império Persa e na religião original, o Zoroastrismo.
  • Dignidade Humana: A luta atual não é por uma “ocidentalização”, mas sim pelo resgate da dignidade humana e dos direitos básicos que o regime islâmico estaria destruindo.
  • Imposição Religiosa: O Islã teria sido imposto historicamente de forma obrigatória. Atualmente, embora existam minorias religiosas (judeus, cristãos, baha’is), estas sofrem discriminação no trabalho e nos estudos se não seguirem o islamismo xiita dominante.

A Lei da Apostasia

A fonte revela a gravidade das leis religiosas no Irã. Quem nasce em uma família muçulmana é proibido de abandonar a religião ou seguir outra fé. A pena para a apostasia é a morte, e Máxima afirma que amigos dela já foram executados por esse motivo. Por ter declarado publicamente que não segue mais o islamismo, ela não pode retornar ao seu país sob risco de vida.

Apelo Internacional

Máxima encerra seu depoimento pedindo que a comunidade internacional não ignore a situação do povo iraniano. Ela solicita que as pessoas compartilhem as vozes daqueles que estão “condenados pelo silêncio” e ajudem na luta pelos direitos humanos básicos no Irã.


Como as minorias religiosas são afetadas no cotidiano iraniano?

No Irã contemporâneo, a vida das minorias religiosas é marcada por profunda discriminação e restrições severas, um cenário que se transformou drasticamente após a Revolução Islâmica de 1979. Enquanto anteriormente diferentes grupos — como judeus, cristãos, protestantes e baha’is — conviviam em relativa igualdade e paz, o regime atual impôs leis baseadas estritamente no islamismo xiita.

De acordo com os relatos das fontes, o impacto no cotidiano dessas minorias manifesta-se das seguintes formas:

  • Exclusão Profissional e Acadêmica: Em ambientes de trabalho e estudo, é comum a exigência de preenchimento de formulários declarando a religião. Caso o indivíduo pertença a uma minoria e não siga o islamismo xiita, ele pode ser impedido de trabalhar ou de frequentar instituições de ensino.
  • Desigualdade de Direitos: As minorias religiosas não gozam dos mesmos direitos garantidos aos cidadãos que seguem a vertente xiita dominante, sendo tratadas de forma marginalizada pela estrutura do Estado.
  • A Lei da Apostasia e a Pena de Morte: O controle religioso é ainda mais rígido para quem nasce em famílias muçulmanas. Pela lei vigente, é proibido abandonar o Islã ou converter-se a outra fé; tal ato é considerado apostasia e punível com a pena de morte. Esse sistema gera um ambiente de medo e trauma, com relatos de pessoas que foram presas e executadas por tentarem seguir outras crenças.
  • Risco de Vida e Exílio: Indivíduos que declaram publicamente não seguir mais o islamismo, como a entrevistada Máxima Nadim, enfrentam o risco de execução caso retornem ao país, o que força muitos ao exílio permanente.


Quais eram as liberdades das mulheres antes da revolução de 1979?

Antes da Revolução Islâmica de 1979, o Irã vivia sob um regime de monarquia, onde a realidade social era marcadamente diferente da atual repressão fundamentalista.

De acordo com os relatos da fonte, as principais liberdades e condições das mulheres e da sociedade naquele período incluíam:

  • Igualdade e Paz Social: Antes da revolução, pessoas de diferentes origens e crenças — incluindo judeus, cristãos, protestantes e baha’is — conviviam com igualdade e em paz.
  • Ausência de Restrições Religiosas no Trabalho e Estudo: Diferente do cenário atual, onde é necessário declarar seguir o islamismo xiita para acessar empregos ou educação, as minorias e as mulheres tinham maior liberdade de trânsito institucional sem esses filtros discriminatórios.
  • Inexistência do Hijab Obrigatório na Infância: As leis rígidas que impõem o uso do véu (hijab) a partir dos 7 anos de idade foram estabelecidas pelo regime islâmico após a revolução.
  • Status Jurídico Superior: A fonte destaca que, após 1979, foram impostas leis onde a mulher passou a valer apenas metade de um homem em questões como herança e outros direitos básicos. Antes desse regime, a busca era pela dignidade humana baseada na cultura persa milenar, e não nas interpretações extremistas que transformaram as mulheres em “cidadãs de segunda classe”.
  • Liberdade de Vestimenta e Expressão: A “Polícia da Moralidade”, que hoje prende mulheres por roupas consideradas curtas ou por deixarem fios de cabelo à mostra, é uma estrutura do regime fundamentalista que não operava nos mesmos moldes antes da revolução.

Em resumo, a luta atual das iranianas é descrita como um esforço para recuperar a dignidade e a essência da cultura persa, que teria sido sufocada por 47 anos de leis rígidas impostas pelo novo regime.

Como a revolução de 1979 alterou as leis de herança?

Com a Revolução de 1979 e a implementação do regime islâmico, as leis de herança foram alteradas para estabelecer que a mulher tem direito a apenas metade do que um homem recebe.

Essa mudança faz parte de um conjunto de regras rígidas que passaram a tratar a mulher como uma cidadã de segunda classe. De acordo com os relatos, essa proporção de “metade do valor de um homem” não se aplica apenas à herança, mas é uma regra geral que permeia diversos aspectos legais e sociais no Irã atual.

Antes da revolução, embora o país já tivesse uma população majoritariamente muçulmana, as fontes indicam que existia um cenário de maior igualdade e paz entre diferentes grupos e religiões, situação que foi drasticamente alterada pela imposição das leis fundamentalistas do novo regime. A luta atual das mulheres no Irã, portanto, é descrita como uma tentativa de recuperar a dignidade humana e os direitos básicos que foram reduzidos ou eliminados por essas leis.

Qual o papel do Alcorão na estruturação do sistema jurídico atual?

No sistema jurídico atual do Irã, o Alcorão, como livro sagrado do Islã, serve como a base fundamental para a estruturação das leis e regras do Estado. Segundo o relato, o regime fundamentalista que assumiu o poder há 47 anos utiliza os preceitos religiosos para ditar o funcionamento da sociedade.

O papel do Alcorão na legislação iraniana reflete-se em diversos aspectos do cotidiano:

  • Estatuto da Mulher: As leis estabelecem que a mulher é considerada “metade do homem” em diversos direitos, como em questões de herança.
  • Lei da Apostasia: O sistema jurídico, fundamentado no Alcorão, proíbe que alguém nascido em família muçulmana siga outra religião. A desobediência a essa regra é considerada apostasia e punida com a pena de morte.
  • Controle Social e Vestimenta: A obrigatoriedade do hijab a partir dos 7 anos e a atuação da “Polícia da Moralidade” são extensões dessas leis religiosas impostas pelo regime.
  • Tratamento de Minorias: Como as leis seguem o islamismo xiita, membros de outras religiões (como judeus, cristãos e baha’is) enfrentam restrições legais que os impedem de ter os mesmos direitos, dificultando o acesso ao trabalho e ao estudo.

A fonte enfatiza que essa estrutura jurídica gera um ambiente de medo e trauma, pois direitos humanos básicos são suprimidos em favor da interpretação religiosa do regime.

Qual a diferença entre a cultura persa e o regime?

A principal diferença entre a cultura persa e o regime atual reside na sua longevidade, origem e valores fundamentais, conforme descrito nas fontes.

Cultura Persa: Uma Herança Milenar

A cultura persa é apresentada como a verdadeira essência do povo iraniano, com uma história que remonta a mais de 2.500 anos (desde antes de Cristo), tendo sua origem no Império Persa.

  • Identidade e Religião: A fonte destaca que a religião original dessa cultura era o Zoroastrismo, que existia há cerca de 3.000 anos, muito antes da imposição obrigatória do islamismo há 1.400 anos.
  • Valores: Antes da revolução que instaurou o regime atual, a sociedade é descrita como um lugar onde diferentes grupos (judeus, cristãos, baha’is) conviviam em igualdade e paz. A busca atual do povo, segundo Máxima Nadim, não é por uma “ocidentalização”, mas pelo resgate da dignidade humana inerente a essa cultura milenar.

O Regime: Um Sistema Fundamentalista Recente

Em contrapartida, o regime islâmico é uma estrutura política e religiosa estabelecida há apenas 47 anos.

  • Repressão e Barbaridade: O regime é definido como cruel, agressivo e desprovido de “sentimentos de humanidade”, utilizando o derramamento de sangue para se manter no poder.
  • Estrutura Jurídica: Diferente da rica tradição persa, o regime baseia suas leis estritamente no Alcorão, impondo regras onde a mulher é considerada “metade de um homem” e punindo a saída da religião (apostasia) com a pena de morte.
  • Conflito Interno: A fonte afirma que o regime está “acabando” com a cultura persa, substituindo a dignidade e a liberdade pela vigilância constante da “Polícia da Moralidade” e pela opressão das mulheres e jovens.

Em suma, enquanto a cultura persa representa a civilização e a dignidade histórica do povo, o regime é visto como uma imposição fundamentalista que sufoca essa identidade em favor de um controle religioso absoluto.

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Este artigo detalha as perspectivas e informações compartilhadas por Maima Nadim, uma iraniana-brasileira, em entrevista à CNN Brasil, sobre a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e a situação sociopolítica do país.

O Sentimento de Alívio e a Reação à Morte de Ali Khamenei

A notícia da morte de Ali Khamenei foi recebida por Maima Nadim e, segundo ela, pelo povo iraniano, com um profundo sentimento de alívio e alegria. Ela descreve o evento como uma “notícia maravilhosa”, classificando Khamenei como uma figura “terrorista”, “assassina” e uma das piores pessoas que existiam no mundo. Para Maima, a ausência do líder supremo torna o mundo um lugar mais “leve e agradável” para todos.

O Isolamento Digital e a Dificuldade de Comunicação

Um dos maiores desafios enfrentados pelos iranianos no exterior é a falta de notícias de seus familiares devido ao corte da internet no Irã pelo regime islâmico. Maima relata que não consegue contato com seus pais e irmãos. Essa tática de bloqueio informacional é recorrente, tendo sido utilizada anteriormente durante massacres cometidos pelo próprio regime contra o povo iraniano em janeiro.

Apesar do silêncio digital, informações fragmentadas sugerem que, no conflito envolvendo Israel e os Estados Unidos, os ataques têm focado em instalações militares do governo, o que traz uma relativa tranquilidade quanto à segurança dos civis iranianos.

O Regime Islâmico como Ameaça Global

Maima Nadim apresenta o regime iraniano e a Guarda Revolucionária (IRGC) como grupos terroristas que representam um perigo não apenas para o próprio povo, mas para toda a região. Ela aponta que o regime tem atacado países vizinhos — como Dubai, Iraque, Kuwait e Bahrein — atingindo alvos residenciais e matando inocentes, incluindo mulheres e crianças.

De acordo com o relato, o regime comete “crimes gigantes mundiais”, pois não hesita em atacar civis de outras nações, agindo da mesma forma que age contra sua própria população.

A Luta pela Liberdade e a Sucessão de Poder

A expectativa em relação ao futuro do Irã é marcada pela dualidade:

  • Esperança de mudança: Existe o desejo de que os militares iranianos abandonem as armas ou se coloquem ao lado do povo para encerrar a violência. O povo iraniano é descrito como estando em uma luta contínua por direitos básicos e liberdade.
  • Continuidade do regime: Há o temor de que o regime tente nomear um novo líder supremo para aparentar continuidade e manter o poder e a estrutura de ataques aos países vizinhos.

Maima conclui que a paz na região só será possível com a queda do regime islâmico e apela para que os países do mundo se unam para acelerar o fim desse governo e interromper a guerra.

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