É de arrepiar!

Desvendando os Mitos e Realidades da Maçonaria e Ordem DeMolay

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O vídeo “Convidado explica como entrou na MAÇONARIA | À Deriva Cortes” oferece uma perspectiva interna sobre a entrada e os princípios das ordens maçônicas e da Ordem DeMolay, desafiando algumas das percepções populares sobre essas instituições. Longe do imaginário comum de rituais obscuros e segredos indevassáveis, o convidado, um maçom, compartilha sua experiência e esclarece aspectos fundamentais que orientam esses grupos.

A Jornada de Ingresso: Dedicação e Evolução Pessoal

A motivação para entrar na Maçonaria, segundo o relato, não se baseia na mera curiosidade sobre segredos, mas sim no desejo genuíno de evoluir como pessoa, buscar aprendizado, conhecimento e crescimento pessoal. O processo de entrada é descrito como exigente e complexo. Não basta aceitar um convite; é necessário passar por uma análise rigorosa do perfil do candidato, que inclui a entrega de documentos e um levantamento detalhado da ficha pessoal, a “capivara do rapaz”. A falta de tempo e dedicação é um fator que pode levar à recusa, como aconteceu com o pai do convidado, que optou por não ingressar justamente por essa razão.

Além da verificação de antecedentes, os candidatos são frequentemente solicitados a desenvolver trabalhos filosóficos, um tipo de estudo e pesquisa que os ajuda a compreender os fundamentos e a história das ordens. Na Ordem DeMolay, por exemplo, os trabalhos podem girar em torno da vida de Jacques DeMolay, o último grão-mestre dos Templários, explorando sua história, a injustiça que sofreu e a filosofia por trás da Ordem Templária, que é uma linha de trabalho seguida pela DeMolay.

A Iniciação: Uma Experiência Sensorial e Reflexiva

Um dos momentos mais enigmáticos para o público externo é a cerimônia de iniciação. O convidado descreve sua própria experiência como “normal”, enfatizando um elemento crucial: a venda nos olhos. Contrariando a ideia de que é para esconder algo, a venda tem uma finalidade específica: intensificar a atenção do iniciado aos sons, ruídos e, principalmente, às mensagens faladas, já que o ser humano é “extremamente visual”. Ao suprimir a visão, a mente é levada a “viajar na maionese”, permitindo uma reflexão mais profunda sobre o que está sendo transmitido. A experiência pode até distorcer a percepção do ambiente, fazendo parecer que um local pequeno é grandioso, como o convidado pensou que o templo maçônico era do tamanho do Coliseu, quando na verdade era uma sala pequena. Isso demonstra o poder da mente em um estado de privação sensorial, focada na escuta e na introspecção.

O conceito de “segredo” na Maçonaria é frequentemente mal interpretado. O convidado desmistifica a ideia de apertos de mão ou palavras secretas universais. Ele afirma que não há um aperto de mão secreto no sentido popular e que a identificação entre maçons ocorre de maneira mais sutil e contextual. Assim como em qualquer profissão ou grupo com convivência intensa, existem termos, falas e códigos característicos que permitem aos membros se identificar mutuamente. A forma como uma palavra comum, como “tapete azul”, é utilizada dentro da ordem, por exemplo, pode ter um significado específico que apenas os iniciados compreendem. Trata-se de uma comunicação contextual, e não de um código literal que qualquer um pode decifrar ao procurar na internet.

A ordem é descrita como uma “escola iniciática”, comparável às escolas pitagóricas, onde cerimônias e rituais servem para transmitir princípios e valores. Durante essas cerimônias, são explicitados os princípios da ordem, que incluem a retidão, a não-adesão a governos corruptos e a conduta ética, sem “nada demais” em termos de informações sensacionais.

Valores Fundamentais e a Missão das Ordens

Dentro dessa estrutura, as ordens cultivam valores como fraternidade, respeito, amizade, coleguismo, companheirismo, fidelidade e lealdade. A Ordem DeMolay, por exemplo, embora com uma linha de trabalho baseada na história dos Templários, também realiza cerimônias significativas como a Cerimônia das Velas, que promove reflexões sobre o comportamento humano, e a Cerimônia das Mães, um belo tributo de homenagem às mães.

Em suma, a narrativa do convidado no vídeo ilumina a Maçonaria e a Ordem DeMolay como instituições dedicadas ao desenvolvimento do caráter e da moral dos seus membros. Elas funcionam como “escolas” onde o aprendizado, a reflexão filosófica e a prática de valores éticos são centrais, e onde a dedicação e o compromisso pessoal são requisitos fundamentais para uma jornada de crescimento contínuo.

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