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Estudo sobre o livro de Atos: capítulo 07

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 O Discurso de Estêvão e Seu Martírio

O capítulo 7 de Atos dos Apóstolos é o mais longo do livro e consiste quase inteiramente no discurso de defesa de Estêvão perante o Sinédrio. Este discurso não é apenas uma defesa pessoal, mas uma poderosa releitura da história de Israel. Estêvão usa a própria história do povo judeu para mostrar que eles, ao longo de sua existência, resistiram consistentemente ao Espírito Santo, rejeitaram os mensageiros de Deus e, por fim, mataram o Justo. O capítulo culmina no martírio de Estêvão, tornando-o o primeiro a morrer pela sua fé em Cristo.

A Releitura da História de Israel

Em resposta à acusação de que ele falava contra a Lei e o Templo, Estêvão inicia seu discurso com uma profunda análise da história de Israel, desde o chamado de Abraão até o tempo de Salomão.

  1. Abraão e os Patriarcas: Estêvão começa com Abraão, destacando que Deus se revelou a ele em uma terra pagã, mostrando que a presença de Deus não está ligada a um lugar específico ou a um templo (Atos 7:2-8). Ele continua com a história de José, vendido por seus irmãos, mas que Deus o exaltou no Egito para salvar o seu povo (Atos 7:9-16).

  2. Moisés e a Libertação do Egito: Ele então se aprofunda na história de Moisés, um libertador rejeitado por seu próprio povo na primeira tentativa, mas a quem Deus usou para tirá-los da escravidão no Egito. Estêvão lembra que foi Moisés quem recebeu a Lei, mas o povo se rebelou contra ele, fazendo um bezerro de ouro e voltando seus corações para o Egito. Isso mostra o padrão de rebelião e rejeição do povo (Atos 7:17-43).

  3. O Tabernáculo e o Templo: Estêvão argumenta que o tabernáculo (e mais tarde o Templo) foi uma construção provisória e que Deus não habita em templos feitos por mãos humanas. Ele cita o profeta Isaías para reforçar a ideia de que o “Altíssimo não habita em casas construídas por mãos humanas” e que os céus e a terra são o trono e o escabelo dos Seus pés, respectivamente (Atos 7:44-50).

A Acusação Final e a Visão do Céu

Estêvão encerra sua fala com uma acusação direta e incisiva. Ele acusa seus ouvintes de serem “duros de coração e ouvidos”, resistindo sempre ao Espírito Santo, assim como seus antepassados. Ele os confronta, dizendo que eles perseguiram os profetas que anunciaram a vinda do Messias e, finalmente, se tornaram traidores e assassinos do Justo, Jesus, a quem eles deveriam ter recebido (Atos 7:51-53).

Ao ouvir essas palavras, os membros do Sinédrio ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra ele. Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus, e Jesus em pé, à direita de Deus. Ele exclamou: “Olhem! Eu vejo os céus abertos e o Filho do Homem em pé, à direita de Deus!” (Atos 7:54-56).

O Martírio de Estêvão

A visão de Estêvão foi a gota d’água para o Sinédrio. Eles gritaram em alta voz, taparam os ouvidos e se lançaram sobre ele. Eles o arrastaram para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas de acusação colocaram suas roupas aos pés de um jovem chamado Saulo, que mais tarde se tornaria o apóstolo Paulo (Atos 7:57-58).

Enquanto era apedrejado, Estêvão orou, dizendo: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito!”. E, ajoelhando-se, orou em alta voz: “Senhor, não os condenes por este pecado!“. Tendo dito isso, ele morreu. Este ato final de perdão ecoa as palavras de Jesus na cruz, mostrando que Estêvão seguiu o exemplo de seu Mestre até o fim (Atos 7:59-60).


Link para o capítulo na Bíblia Online (NTLH):  Atos 06 


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