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Fortalecendo Sua Mente

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Abordagens para Fortalecer a Mente e Aumentar a Resiliência: O Caminho da Consciência e Simplicidade

A busca por uma mente fortalecida e o aumento da resiliência são temas centrais para a saúde mental. A experiência clínica (não apenas acadêmica ou de pesquisa) aponta para a importância de abandonar o piloto automático e abraçar a vida consciente.

Simplicidade Voluntária e Qualidade de Vida

O caminho para o bem-estar mental passa, em grande parte, pela simplicidade. Fritjof Capra, professor de física quântica da Universidade da Califórnia em Berkeley e autor do livro “O Ponto de Mutação”, analisou a psicologia e outras ciências à luz da física quântica, defendendo a ideia de um consumo frugal e a desobsessão pelo crescimento econômico. Capra discute o conceito de simplicidade voluntária.

É crucial entender que existe uma diferença entre alto padrão de vida e boa qualidade de vida. O caminho da felicidade está intimamente ligado à simplicidade, que não deve ser confundida com mediocridade. Muitas vezes, os problemas emocionais surgem porque “eles [os homens] complicaram muitas coisas”.

Outro fator que influencia a qualidade de vida é o ambiente. A vida nas grandes cidades é estressante, enquanto a natureza é terapêutica, razão pela qual algumas instituições educacionais buscam se localizar no campo sempre que possível.

Vivendo Consciente: O Núcleo da Saúde Mental

Viver no automático é o normal do dia a dia (acordar, trabalhar, fazer tarefas rotineiras e dormir), mas não é o melhor normal. Viver conscientemente significa ser capaz de dar “dois passos para trás e dar uma olhada no que você está fazendo”. Esta capacidade é essencial para a saúde mental.

A essência de muitas psicoterapias, especialmente as abordagens analíticas (psicoterapia psicodinâmica), é ajudar o indivíduo a ampliar seu campo de consciência sobre a origem de seu sofrimento (tristeza, fobia, pânico, fissura por drogas). Embora a hiperconsciência possa causar estresse, a falta de autopercepção pode levar a sofrimentos evitáveis. Pessoas brilhantes, com alta compreensão intelectual, podem ainda assim não saber a origem de sua angústia, pois a compreensão intelectual sozinha não resolve problemas emocionais.

Contudo, o excesso de exposição à tela, muita rede social e muito vídeo contribuem para uma vida estressante e podem desenvolver a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA).

Fatores que Moldam o Ser Humano

O comportamento e a personalidade de um indivíduo são um conjunto de fatores:

  1. Influências Hereditárias (Genética e Epigenética): A genética pode fornecer uma propensão a certas enfermidades. No entanto, a genética não é uma condenação.
  2. Epigenética e Meio Ambiente: A epigenética abrange todos os fatores ambientais que influenciam a expressão dos genes, começando desde a gravidez (se foi desejada, o ambiente emocional da mãe). Se os eventos epigenéticos forem positivos e saudáveis, eles podem ajudar a neutralizar ou segurar a onda de uma tendência genética patológica. O meio ambiente da primeira infância é crucial, e a negação ou a dificuldade em lembrar-se de eventos passados pode ser um sintoma de sofrimento.
  3. Sensibilidade Pessoal e Natureza Espiritual: Mesmos eventos traumáticos em uma família podem produzir consequências diferentes em irmãos devido à sensibilidade pessoal distinta. A natureza espiritual também faz parte da constituição humana.

O processo de maturidade é caracterizado pela diminuição da influência limitante da biologia (neuroquímica) e dos problemas do meio ambiente sobre o emocional da pessoa.

O Inconsciente e a Negação

Uma grande parte das decisões e ações é influenciada por fatores inconscientes. A Bíblia já falava sobre o inconsciente em passagens como Salmo 19:12 (“erros ocultos”) e Salmo 90:8 (“pecados ocultos à luz do teu rosto”).

A cura só começa quando se para a negação e se admite que existe um problema. A negação é um mecanismo de defesa psicológica. O alcoolismo, por exemplo, é conhecido como a doença da negação, pois o indivíduo alcoólico nega a falta de controle. Ninguém pode ser curado daquilo que não percebe que tem como doença.

Resiliência: Adaptar-se e Crescer na Adversidade

Resiliência é um processo multifatorial desenvolvido ao longo da vida, onde ocorre uma adaptação positiva mesmo em contextos adversos (como divórcio, demissão, luto ou abuso). Resiliência é a capacidade de renascer da adversidade fortalecido e com mais recursos. É um processo de resistência, reestruturação e crescimento em resposta à crise.

O que não é resiliência? Resiliência não é ser invulnerável, nem se mover com facilidade em crises. A resiliência envolve lutar bem, experimentando sofrimento e coragem ao mesmo tempo, enfrentando dificuldades tanto internas quanto interpessoais.

A chave para lidar com a resiliência é aprender a lidar com a angústia.

A Saúde Mental e a Gestão Emocional

Saúde mental, segundo a Dra. Lee Mul Vant de Harvard, não é a ausência de sofrimento emocional, mas sim ter as emoções sem deixar que elas nos tenham. Este conceito tem paralelos bíblicos, como em Efésios 4:26: “Irai-vos e não pequeis” (ter raiva, mas não deixar que a raiva te possua).

Para melhorar a resiliência, é necessário:

  1. Entender os Sentimentos: É preciso dar um nome à emoção (vergonha, tristeza, medo, culpa, angústia). A ansiedade excessiva pode indicar uma direção perigosa; a culpa pode sinalizar regras quebradas; a vergonha pode indicar que alguém se comportou de maneira inaceitável para com a pessoa.
  2. Aceitar a Dor e o Limite: Não se deve negar o problema, mas aceitar a situação (a perda, a dor). Aceitar não significa concordar, mas sim parar de fugir da realidade.
  3. Experimentar e Expressar os Sentimentos: É necessário viver a dor, sem tentar anestesiá-la rapidamente. Expressar os sentimentos ajuda a curar, mas o contato deve ser feito com alguém ético, de confiança e com maturidade.
  4. Esforço Consciente: A resiliência melhora quando se toma a decisão de fazer algo, mesmo sem vontade (como se exercitar), pois isso expande a capacidade de lidar com a emoção dolorosa. A automotivação é um ingrediente da inteligência emocional, mas o esforço tem um papel essencial.
  5. Autocuidado e Paciência: Invista no autocuidado (exercício, sono, alimentação). Não se menospreze por estar em crise. É vital ser paciente com o ritmo de recuperação. Valorize o que você consegue, celebrando pequenas vitórias. Lembre-se: o que é bom passa, mas o que é ruim também passa; essa dor vai passar.
  6. Mudança de Perspectiva: Mude a pergunta de “Por que isso comigo?” para “O que eu posso aprender com isso?”.

O Papel da Espiritualidade

Estudos mostram que a fé e a espiritualidade oferecem conforto e significado diante da adversidade. A ciência tem comprovado a importância da oração e da meditação. A falta de preocupação com a vida espiritual está associada a maiores índices de abuso de álcool e dependência.

O Dr. John Raymond, psiquiatra de Harvard, observou que eventos na vida, experiências espirituais e escolhas têm sido mais importantes na promoção de mudanças significativas em pessoas do que a psicoterapia.

Karl Marx declarou que “a religião é o ópio do povo”, mas essa afirmação pode camuflar um princípio terapêutico importante: a religião pode oferecer um alívio real, enquanto o uso de drogas apenas promete.

A religião de Cristo é descrita como um potente calmante dos nervos e um dos seus remédios mais eficazes contra a insanidade. A verdadeira religião consiste em atos de amor, bondade genuína e no cumprimento do bem maior. Ela não se limita ao perdão dos pecados, mas à remoção do pecado, preenchendo o vazio com o Espírito, iluminando a mente e esvaziando o coração do “eu”, preenchendo-o com a presença de Cristo.

Em suma, Jesus Cristo é a força da nossa resiliência.

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