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Ainda Vale a Pena Investir em Bitcoin? Análise de Ciclos, Institucionais e o Futuro das Criptomoedas

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Artigo: Ainda Vale a Pena Investir em Bitcoin? Análise de Ciclos, Institucionais e o Futuro das Criptomoedas

O mercado de criptomoedas, liderado pelo Bitcoin, atingiu patamares significativos, levantando a questão crucial para investidores novos e antigos: “Ainda dá tempo de investir em Bitcoin?”. Para responder a essa pergunta, o canal Lucro FC conversou com Vinícius Bazan, um dos analistas de criptomoedas mais experientes do Brasil.

Apesar da alta volatilidade, que gera preocupação sobre comprar um ativo já tão caro, a perspectiva do especialista é clara: é sempre hora de investir em cripto. No entanto, essa visão é válida apenas se o investimento for encarado com uma perspectiva de longo prazo, idealmente de três a cinco anos.

O investidor que busca lucro a curto prazo (amanhã ou no mês que vem) estará fadado a uma “eterna frustração”, seja comprando e vendo o preço cair, ou comprando e subindo, mas se arrependendo por ter investido pouco.

Historicamente, a probabilidade de um investidor sair no lucro ao segurar Bitcoin por mais de cinco anos beira os 100%, e esse lucro pode ser “muito grande”.

Um Mercado Adolescente com Potencial Gigante

Apesar do crescimento explosivo, Bazan ressalta que o mercado de cripto ainda é “adolescente” se comparado a outros mercados tradicionais.

  • Apenas 3% a 5% da população mundial teve acesso a cripto até hoje.
  • O mercado está apenas nos primeiros 5% de sua jornada, comparável a investir na internet em 2000.

O Bitcoin e as criptomoedas representam uma classe de ativos com grande assimetria, ou seja, muito mais potencial para subir do que para cair.

A Mudança nos Ciclos de Mercado: O Fim do Inverno Cripto?

Tradicionalmente, os ciclos do Bitcoin têm sido associados ao halving (corte na recompensa por bloco minerado), resultando em um padrão de três anos de alta e um ano de baixa, que o mercado chama de “inverno cripto”. Historicamente, o topo do mercado era previsto para ocorrer cerca de 500 dias após o halving (o que, neste ciclo, daria em torno de setembro de 2025).

Embora esse padrão tenha se repetido nos primeiros três ciclos (é a ideia de que, mesmo que não se acredite em bruxas, “elas existem”), o analista alerta que não se deve ficar apegado a padrões passados, pois retornos passados não são garantia de retornos futuros. Os ciclos foram fundamentalmente diferentes; por exemplo, em 2013, mal existiam altcoins, enquanto hoje há milhões delas.

A Influência Institucional

O principal fator que pode ter alterado o ciclo de 4 anos é a entrada massiva de capital institucional. Antes, o mercado era movido principalmente pelo varejo (o investidor “sardinha”), gerando movimentos de “bolha”.

Hoje, o mercado está “muito mais sério” devido à entrada de grandes gestoras, governos e empresas.

  • Líderes antes céticos, como Larry Fink, CEO da BlackRock (maior gestora do mundo), tornaram-se grandes marqueteiros do Bitcoin.
  • A aprovação dos ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos, no início de 2024, foi um veículo crucial, atraindo inicialmente $55 bilhões em capital líquido, totalizando $150 bilhões sob gestão nesses veículos.

Essa presença de grandes players mudou a dinâmica. Investidores institucionais possuem teses de investimento de meses ou anos, não atuando com a mesma pressa que o varejo.

Isso pode ter tornado os períodos de queda menos severos. Uma correção recente de 30% pode ter sido a queda significativa do ciclo — o “inverno não tão frio” ou “outono cripto” — diferente dos ciclos passados onde as correções chegavam a 75% após altas de 1000%. A presença de Wall Street deve fazer com que o Bitcoin e as criptomoedas se aproximem do comportamento de ativos tradicionais como o S&P ou NASDAQ, com altas sustentadas e correções de 20% a 30%.

Rumo a Um Milhão de Dólares?

Bazan possui mais convicção na capacidade do Bitcoin de ir de $100.000 para $1 milhão do que tinha quando ele partiu de $10.000 para $100.000.

Essa progressão reflete uma aceitação crescente: é mais difícil sair do zero e chegar aos primeiros $100 mil do que prosseguir o crescimento a partir daí. A prova dessa aceitação é a entrada de instituições que antes criticavam, como Harvard, que, após um professor publicar um artigo cético, investiu $116 milhões em Bitcoin.

O dinheiro grande está entrando porque o Bitcoin é um ativo escasso. Há 20 milhões de Bitcoins, mas cerca de 57 milhões de milionários no mundo. A lógica da teoria dos jogos se aplica: ninguém quer ser o último a entrar, pois o ativo pode faltar.

Diversificação: O Cenário das Altcoins

Com o valor de mercado cripto ultrapassando os $4 trilhões, o setor é “grande demais para ser ignorado”, mas ainda “pequeno o suficiente para crescer”.

Embora o Bitcoin (o “grande banco”) seja fundamental para proteger o poder de compra, a diversificação nas altcoins (todas as moedas que não são Bitcoin) é essencial para quem busca aceleração patrimonial e retornos potencializados.

  • O Ethereum (a segunda maior criptomoeda) é muito menor que o Bitcoin e tem grande potencial de valorização, com teses de investimento diferentes.
  • As altcoins permitem diversificar em várias narrativas, funcionando como empresas de tecnologia, saúde ou fintechs no mercado de ações.

O objetivo é garimpar e identificar ativos que possuam fundamentos e produtos reais, buscando as próximas Amazon ou Google dentro desse universo. O analista possui cerca de 20 criptomoedas em sua carteira, investindo sempre com foco no longo prazo.

Para auxiliar os investidores a se aprofundarem e encontrarem o melhor caminho no mercado, a empresa de Bazan (Underblock) ofereceu um diagnóstico de perfil cripto e um relatório com recomendações de ativos.

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