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O Contraste entre Brasil e Paraguai na Visão de Marlon

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Uma Reflexão Sobre a Experiência Empreendedora e a Busca por “Normalidade”: O Contraste entre Brasil e Paraguai na Visão de Marlon
O vídeo “O Brasil Me Punia por Trabalhar. No Paraguai, Me Chamam de Empresário.” do canal “Empresário Safo – Marlon no Paraguai” oferece uma profunda e, por vezes, contundente reflexão sobre as experiências de um empreendedor brasileiro que decidiu migrar para o Paraguai. Marlon, o protagonista do vídeo, aborda as críticas sobre seu “patriotismo” e “fuga da batalha” ao mesmo tempo em que detalha os motivos de sua desilusão com o Brasil e a redescoberta de um ambiente que considera mais “normal” e propício ao trabalho.
A Visão Desencantada do Brasil
Marlon narra um sentimento de profunda decepção com o Brasil, que, segundo ele, desvaloriza o empreendedor e o trabalhador. Ele relata ter aprendido valores como a importância de empreender, pagar impostos e gerar empregos, mas se sentiu visto como um “bandido” ou “escravizador” por fazer exatamente isso. Para ele, tudo o que aprendeu como sendo uma conduta “correta” ou “de valor” no Brasil se tornou “errado”.
Alguns dos pontos cruciais que motivaram sua saída incluem:
   Hostilidade ao Empreendedorismo: Marlon sentia que sua luta para empreender e crescer no Brasil não era contra concorrentes ou o mercado, mas contra “funcionários ruins ou a falta deles”, o próprio governo, bancos e a sociedade em geral. A sensação era de ter que “lutar contra toda a sociedade” e que o Brasil deixava claro que “o empreendedor, a pessoa que não é medíocre, se você não é vagabundo, você não é bem-vindo dentro do Brasil”.
   Insegurança e Sensação de Prisão: Apesar de ser uma pessoa que “trabalha” e “não está envolvida na criminalidade”, Marlon sentia a necessidade de “criar muros altos”, “colocar câmera”, e “ter cachorro”, sentindo-se “prisioneiro” em sua própria casa, enquanto criminosos andavam “de boa na rua”.
   Problemas Trabalhistas e Mão de Obra: O empresário descreve uma experiência frustrante com a dificuldade de encontrar trabalhadores competentes. Ele menciona a necessidade de analisar centenas de currículos para encontrar pessoas que não demonstram interesse genuíno no trabalho, focando apenas em salário e benefícios na entrevista. Ele afirma, de forma polêmica, que “o brasileiro não é trabalhador” e que a geração atual “não sabe fazer bosta nenhuma” fora das redes sociais. A relação empregador-trabalhador no Brasil é descrita como “doente”, exemplificada pela multa de 40% que o empregador paga ao demitir um funcionário ruim, algo que os paraguaios “não conseguem entender”.
   Carga Tributária e Falta de Retorno Financeiro: Apesar de faturar milhões, Marlon revela que não sobrava dinheiro e que precisava pegar empréstimos para pagar, por exemplo, o 13º salário. Ele compara a situação a ter que “vender aqui para cobrir aqui para emprestar lá para pagar o imposto aqui”, e a necessidade de “pagar um rim de aluguel no próprio carro”. Ele enfatiza que no Brasil “você tem que sustentar o estado e mais um monte de vadi que não trabalha”.
   Desconfiança Social e Declinio: O narrador aponta uma “doença” na sociedade brasileira, marcada pela desconfiança generalizada: “a gente não confia mais”, “a gente odeia os nossos juízes”, “a gente não gosta dos nossos professores”, “a gente não gosta de nada mais”. Ele argumenta que o povo brasileiro “não é bom em nada mais” e que o país tem estados que “mais recebem bolsa família do que com carteira assinada”.
   Ambiente de Discussões Inférteis: No Brasil, ele se sentia imerso em constantes discussões sobre “LGBT, racismo, xenofobia”, com “passeata nova”, “bobagem nova” e “propaganda bosta nova de bandeira para defender alguma merda nova” todos os dias, além de músicas com palavrões e apologia a drogas.
A Redescoberta da “Normalidade” no Paraguai
Em contraste gritante, Marlon descreve o Paraguai como um “outro mundo”, onde encontrou a “normalidade” que sentia falta.
   Respeito e Valorização do Trabalho: No Paraguai, ele se sentiu “bem-vindo” como empreendedor e gerador de empregos. Seus funcionários o tratam “com respeito e valorizam” quem é o dono da empresa. Há uma percepção de que as pessoas “trabalham e elas se dão bem e elas respeitam o patrão”.
   Impostos Mais Baixos e Sobra de Capital: A principal diferença econômica é que os impostos são “bem mais baixos”, permitindo que o dinheiro “sobrasse” após o trabalho. Ele descreve a surpresa de “trabalhei, sobrou dinheiro” ou de ver “sobrou capital” ao fim do semestre ou ano fiscal.
   Qualidade de Vida e Custos: A vida no Paraguai se mostrou mais acessível, com atividades de lazer como ir a um restaurante ou andar de kart sendo significativamente mais baratas do que no Brasil.
   Foco na Produtividade e Valores Tradicionais: O ambiente paraguaio, em sua percepção, não se detém em discussões sobre identidade ou temas que ele considera “bobagens”. Em vez disso, as pessoas são “família” e o foco é no trabalho e na prosperidade. Ele relata ter se “curado” da “doença” que vivia no Brasil ao perceber que o que ele vivenciava não era o padrão mundial, e sim uma particularidade brasileira.

O Limite do Patriotismo e a Escolha Pessoal
Marlon questiona a ideia de “amor à pátria” ou de “lutar” por um sistema que, em sua visão, o “punia” por trabalhar. Para ele, o patriotismo tem um “limite”, e o seu limite foi atingido quando percebeu que precisava priorizar sua vida e seu bem-estar. Ele se recusa a “entregar [sua] vida” ou ser “idiota para ficar brigando contra o sistema”. Sua escolha é clara: usar sua “força de trabalho e [seu] dinheiro em um lugar justo”, onde se sinta “bem-vindo”.
A reflexão que Marlon propõe é que o mundo não está em crise; “o Brasil que tá em crise”. Ele compara o declínio do Brasil ao de países como Cuba, Venezuela e Argentina, que já foram economicamente mais fortes. A mensagem final é que, para quem é empreendedor e trabalhador, o Brasil, na sua experiência, “não vale nada”, e que aqueles que defendem o país cegamente são apenas um “gigante bobão tongão”. Ele sente “dó daqueles que ainda estão desperdiçando o seu tempo de vida e o seu patrimônio num país chamado Brasil”.
A narrativa de Marlon é um convite à reflexão sobre o ambiente de negócios, a valorização do trabalho e as prioridades pessoais diante de um cenário que ele considera hostil no seu país de origem.

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