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Separação Sofrência: O Diálogo Perdido

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Reflexão sobre o Compromisso Conjugal: Da Expectativa à Realidade do Matrimônio

O relacionamento conjugal é frequentemente apresentado nas fontes como um dos empreendimentos mais sérios e complexos da vida humana, superado apenas pela questão da eternidade. A vida, sendo única, curta e rápida, exige que aprendamos rapidamente para que ela se torne mais fácil. Nesse contexto, a maturidade é crucial, pois embora envelhecer seja obrigatório, amadurecer é opcional. Muitos casais, contudo, sucumbem a infantilidades.

As Fases do Relacionamento: Casamento versus Matrimônio

As fontes definem duas fases distintas para a união. O casamento (primeira fase) é marcado pela imaturidade, impulsos descontrolados e expectativas não correspondidas. As expectativas iniciais — como a crença de que o sentimento de atração se manterá ou aumentará, que a união será mais forte do que todos os desafios, e que o casal será “feliz” — são comuns, mas sua não realização tende a gerar frustração. Casar para ser feliz é considerado uma tolice, visto que o casamento serve, na verdade, para “gastar um pouco da felicidade que tinha quando era solteiro”.

O matrimônio, por sua vez, representa a fase mais profunda e intensa do relacionamento. É a evolução de um relacionamento que começa no conhecer e prossegue em conhecer. Nesta fase, o casal entende que não há rota de fuga nem saída de emergência; o compromisso é até a morte. Quem está no casamento pensa em divórcio quando os sentimentos diminuem, mas quem está no matrimônio entende que essa é uma oscilação perfeitamente comum, buscando reaver o sentimento e perseverar.

O Desafio das “Escolas Diferentes” e a Comunicação

Muitas vezes, os casais não se separam por defeitos, mas sim por agirem de forma errada ao lado da pessoa certa. A maioria dos problemas não decorre de falhas inerentes, mas sim de hábitos adquiridos em convivências familiares distintas, que são vistas como “escolas diferentes”. Essas diferenças culturais e pedagógicas geram atrito, seja em relação a horários de dormir, hábitos financeiros (pagar em dia ou atrasado), ou até mesmo o estilo de vida familiar (famílias aglutinadas, que vivem em constante proximidade, versus dispersivas, que valorizam a privacidade). É crucial entender que os hábitos do cônjuge e de seus parentes não são defeitos, mas o jeito que aprenderam, e a família vem no “pacote”.

A comunicação é o principal campo de batalha. Homens e mulheres possuem metodologias comunicativas diferentes: o homem escuta de forma superficial, enquanto a mulher utiliza expressões para demonstrar atenção. Além disso, o vocabulário pode ser uma fonte de desentendimento; “nada” na boca de um homem é realmente nada, mas “nada” na boca de uma mulher significa “tudo”. Para o homem ser feliz, ele precisa de comida e sexo; já a mulher precisa de três coisas: amigo (para desabafar e ser ouvida), amante (na cama) e sacerdote (liderança espiritual).

No diálogo, deve-se evitar a justificação das deficiências com virtudes (ex: “Não sou carinhoso, mas eu trabalho”). É também importante evitar diálogos em ambientes hostis, visto que “uma noite de sono resolve mais de cinquenta por cento dos problemas”.

A Seriedade do Divórcio e a Busca por Ajuda

O divórcio deve ser uma palavra a ser riscada do vocabulário conjugal. Ele não foi instituído por Deus, mas sim permitido devido à dureza do coração humano. O divórcio é a quebra de uma aliança feita na presença de Deus, e Deus o odeia. Ele é comparado a um tsunami que desagrega e a uma guerra, na qual os envolvidos saem “amputados, dilacerados, traumatizados” e “mortos emocionalmente”.

Para aqueles que consideram a separação, é vital buscar ajuda externa antes de tomar uma decisão tão séria. A paixão que leva a decisões precipitadas é definida como uma “demência temporária”, uma alteração cerebral que incapacita a pessoa de tomar decisões acertadas. Estatísticas indicam que 63% das pessoas que se separam se arrependem depois.

O propósito de Deus é a restauração. O perdão e a oração são considerados melhores do que o divórcio, mesmo em casos de infidelidade. É fundamental lembrar que qualquer casamento pode dar certo quando os dois estão dispostos a mudar, pois trocar de marido ou de esposa é apenas “trocar de problema”, visto que todo ser humano é limitado e está em construção.

Hierarquia Familiar e Sexualidade

É essencial reestabelecer a hierarquia familiar correta: após o casamento, a esposa e os filhos formam a família; os demais são parentes. O cônjuge deve ser a pessoa mais importante, até mesmo mais do que os filhos, pois a “árvore é sempre mais importante do que o fruto”.

A sexualidade, criada por Deus para ser prazerosa dentro do casamento, também é afetada pelas diferenças. Homens buscam o sexo mesmo quando estressados; já a mulher só consegue ir para a cama se a alma for primeiro (precisa de conexão emocional), e o homem precisa ser criativo para manter o interesse. A pornografia é um perigo, pois homens podem trazer vícios e expectativas irreais para o casamento, pedindo que suas esposas reproduzam atos que não se submeterão. A relação sexual deve ser guiada pela Palavra de Deus e pela vontade do cônjuge, pois a falta de vontade de um parceiro é considerada estupro, mesmo no casamento.

Em última análise, a capacidade de sobreviver aos problemas conjugais passa pela transformação em “comédia” e pela confiança de que Deus é maior do que qualquer dificuldade. O sucesso na vida não justifica o fracasso de um casamento.

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