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O psicopata que ensinou Donald Trump a usar o poder e instaurar medo

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Este artigo propõe uma reflexão sobre a trajetória de Roy Cohn, o homem que moldou a dinâmica do poder em Nova York e cujas táticas continuam a ecoar na política e nos negócios contemporâneos. Através da análise de sua vida e métodos, podemos compreender como a manipulação, a psicopatia e a manutenção do medo foram utilizadas para construir um império de influência.

A Arquitetura do Medo e a Manipulação

Roy Cohn não era um homem movido pela benevolência ou carisma; sua moeda de troca era o respeito imposto pelo medo. Considerado o advogado mais temido dos Estados Unidos nas décadas de 70 e 80, Cohn operava sob a premissa de que a psicologia humana era uma ferramenta a ser dominada para fins de chantagem, suborno e alianças estratégicas.

Sua filosofia de vida subvertia a lógica esportiva e ética tradicional: em vez de focar no objetivo (a “bola”), ele ensinava a atacar o rival. Para Cohn, a justiça era secundária à vitória. O caso do casal Rosenberg ilustra perfeitamente essa mentalidade: ele utilizou a paranoia da Guerra Fria e manipulou depoimentos para garantir uma condenação à pena de morte, mesmo com evidências escassas, visando apenas elevar seu próprio status como um baluarte anticomunista.

As Três Regras de Ouro e o Legado de Donald Trump

A influência de Cohn é central para entender a figura pública de Donald Trump. Como mentor de Trump, Cohn instilou princípios que o ex-presidente carrega até hoje em sua carreira política e empresarial. O filme O Aprendiz destaca três regras fundamentais que regiam a conduta de Cohn e que foram absorvidas por seu pupilo:

  1. Ataque, ataque, ataque.
  2. Não admita nada, negue tudo.
  3. Reivindique a vitória e nunca admita a derrota, não importa quão desesperadora seja a situação.

Essa recusa em aceitar a realidade objetiva — como visto no episódio em que Cohn agiu como se nada tivesse acontecido após a devolução de peças de arte que ele não pagou — demonstra uma moralidade própria que desconsidera fatos em favor da narrativa pessoal.

A Psicopatia como Combustível

As fontes sugerem que a psicopatia era o combustível para o sucesso de Cohn. Enquanto indivíduos comuns são limitados por remorsos ou normas sociais, Cohn via limites como “brechas”. Ele operava em um vácuo moral onde a verdade era uma “ficção criada pelo homem” e a única coisa real era vencer.

Essa ausência de empatia manifestava-se de forma cruel, especialmente em sua própria identidade. Sendo um homem gay em uma era conservadora, Cohn escolheu a agressão como defesa, participando ativamente da perseguição a homossexuais no governo americano (o Lavender Scare) para evitar parecer vulnerável ou “diferente”.

O Preço do Jogo Sujo: Uma Ironia Final

A vida de Roy Cohn terminou de forma solitária e irônica. Ao contrair AIDS e ver sua saúde definhar, ele foi abandonado por aqueles que ajudou a subir ao topo, incluindo o próprio Donald Trump.

A reflexão final que as fontes nos deixam é sobre a natureza das relações construídas no “jogo sujo”: Cohn passou a vida cultivando aliados baseados na utilidade e no medo, nunca na amizade sincera. Ao ensinar seus pupilos a serem frios, implacáveis e desprovidos de empatia, ele selou seu próprio destino. Como as fontes concluem poeticamente: quando se ensina alguém a jogar sujo, não se pode esperar que essa pessoa limpe suas feridas no final.

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