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O Declínio da Masculinidade como Estratégia Política

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O Declínio da Masculinidade Clássica: Uma Estratégia Política das Elites Globais?

O homem ocidental estaria se tornando mais fraco, mais delicado e mais emasculado, e este fenômeno não seria um acaso, mas sim um projeto bem definido que visa atender a interesses de elites globais. Essa desconstrução da masculinidade, analisada sob as óticas política, psicológica e biológica, levanta a questão de se há uma “engenharia social deliberada” para suprimir a testosterona masculina e fabricar gerações de homens mais subservientes, conformados e dependentes do Estado.

A Ligação entre Hormônios e Ideologia Política

Estudos científicos recentes fornecem um contexto biológico para essa discussão. Em 2021, o matemático e neurocientista americano Paul Zak publicou uma pesquisa instigante que mostrou que homens situados mais à esquerda no espectro político apresentavam níveis de testosterona 19% mais baixos que seus pares menos à esquerda. A conclusão de Zak foi direta: hormônios neuroativos influenciam profundamente a identidade político-ideológica masculina, sugerindo que homens de direita tendem a carregar mais testosterona do que os de esquerda.

Em uma pesquisa mais robusta publicada na revista Brain and Behavior, essa correlação foi confirmada. Testes realizados com 136 homens mostraram que a testosterona pode alterar diretamente as preferências partidárias. Democratas de “convicção frágil” abandonaram o apego ao partido (uma queda de 12%) e passaram a simpatizar 45% mais com candidatos republicanos.

Este fenômeno, batizado de Redshift, sugere que a testosterona aproxima o indivíduo de valores conservadores, como força, independência e rejeição ao coletivismo. O declínio da testosterona em escala populacional poderia ser a forma mais eficaz de pavimentar o caminho para regimes autoritários, uma vez que a testosterona impulsiona características como liberdade, resistência e autonomia. Estudos inclusive indicam que os homens do início do século tinham níveis de testosterona muito mais altos do que os homens de hoje.

Sinais da Emasculação Cultural na Sociedade Moderna

O problema do declínio da masculinidade no homem ocidental não reside necessariamente nas roupas, como mini-blusas (croppeds) ou vestidos masculinos lançados por grifes como a Gucci em 2023. Figuras masculinas do passado, como os vikings, usavam maquiagem, e escoceses usam saia, sem que isso os tornasse emasculados. O cantor Axl Rose, dos Guns N’ Roses, usava saia em shows que “exalavam testosterona”.

A verdadeira questão está no semblante delicado, nos trejeitos, no modo de falar, na postura e, principalmente, nas atitudes, que são um reflexo de uma mudança psicológica e do modo de ver o mundo.

  • Modelos de Força vs. Fragilidade: Enquanto os jovens dos anos 80 se inspiravam em heróis do cinema que projetavam coragem e força (como Stallone e Schwarzenegger), as referências atuais são figuras frágeis, frívolas e afeminadas. A mensagem midiática atual é que a masculinidade deixou de ser uma virtude e passou a ser um defeito a ser extirpado. Homens fortes são uma ameaça; homens frágeis são aceitáveis.
  • A Inversão de Papéis: Campanhas publicitárias e mídias demonstram frequentemente a inversão de papéis, remodelando inconscientemente os comportamentos sociais. No jogo da conquista, o homem está sendo colocado na passividade, que antes pertencia à mulher. Tentar um galanteio incisivo pode resultar em acusações de assédio.
  • Educação e Subserviência: Na criação dos filhos, jargões como “vira homem moleque” ou “engole esse choro, homem não chora” são discriminados e repelidos pela psicologia moderna como opressores. Essa falta de direcionamento impede o desenvolvimento da masculinidade. Além disso, pais são instruídos a não comprar armas de brinquedo (pois isso supostamente incentiva a violência), mas a deixar os filhos brincarem de casinha ou boneca, privando os meninos de formarem, mesmo inconscientemente, o senso de responsabilidade de um homem, como proteger e lutar contra o mal.

A Estratégia Política da Fragilização

O declínio da masculinidade é visto como imprescindível para a implantação de uma “nova ordem mundial”, pois uma sociedade repleta de homens fracos e afeminados é mais passível de ser controlada e subjugada por um governo tirânico.

A esquerda e os movimentos sociais progressistas buscam criar um homem “mais ético” em contraposição ao homem “mais forte” que os conservadores tentam preservar.

  • O “Homem Ético” Progressista: Sua ética está vinculada à subserviência a uma conduta politicamente correta e a pautas ideológicas. É o homem que se opõe ao consumo de carne por consciência animal, mas apoia o aborto em nome de uma equivocada liberdade individual. É aquele que é a favor do desarmamento e acredita que o problema da violência se resolve soltando pombinhas brancas, com “testões” nas redes sociais, ou cantando “Imagine” de John Lennon.
  • O “Homem Forte” Conservador: A força não se limita aos atributos físicos, mas refere-se a valores profundos como coragem, sabedoria, honradez e fé. É o homem que se prepara para o confronto, sabendo que o mundo é caótico e que a paz muitas vezes é alcançada “sobre os escombros de uma guerra”. Este contraste é visível na comparação entre a reação de ingleses de 18 anos na década de 40 defendendo Londres contra a Luftwaffe e os rapazes de 18 anos de hoje, cuja maior conquista é ganhar seguidores no TikTok fazendo dancinhas.

O marxismo cultural, a intervenção estatal na educação parental e a agenda woke que repudia o modelo de homem forte estão contribuindo para essa geração de homens enfraquecidos. Paralelamente, os hábitos alimentares, especialmente o consumo de comidas ultraprocessadas, cooperam para a gradativa diminuição dos níveis de testosterona.

O Esforço para se Tornar um Homem Clássico

É fundamental distinguir a masculinidade clássica da ideologia de gênero (que prega que homem e mulher são meras imposições sociais, desvinculadas da biologia). A masculinidade clássica, como padrão civilizacional, não é natural, mas cultural. Ela é moldada pela educação, tradições e ambiente cultural.

Segundo a reflexão bíblica (o conselho do Rei Davi a seu filho Salomão: “seja forte e porta-te como homem”), ser homem exige uma normativa comportamental.

A biologia determina o sexo (macho ou fêmea), mas os atributos masculinos não são espontâneos; a masculinidade requer iniciativa e deve ser buscada.

  • A Necessidade da Intervenção: Biologicamente, o embrião, mesmo sendo XY, é inicialmente feminino, e é necessária uma “revolução” química para que a formação saia do curso inicial e surja o homem. Da mesma forma, na dimensão psicológica, o menino precisa se afastar do universo materno para adquirir sua masculinidade, pois do contrário, ele pode se tornar um homem afeminado.
  • Sacrifício e Provisão: Em todas as culturas primitivas, rituais de iniciação exigiam que o menino enfrentasse medos e sacrifícios para “virar homem de verdade”. O homem clássico deve conhecer as histórias de heróis, cavaleiros e guerreiros que se sacrificavam por suas famílias e povos.

A masculinidade clássica, que se tenta destruir, é aquela do homem que é gentil, abre a porta do carro, manda flores, trabalha duro, se sacrifica pela família, protege os seus e enfrenta a injustiça.

O mundo está mais suave para o homem, o que nos remete ao provérbio oriental: “homens fortes criam tempos fáceis, e tempos fáceis geram homens fracos, mas homens fracos criam tempos difíceis, e tempos difíceis geram homens fortes”. O grande problema é que o tempo difícil estaria apenas começando.

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