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Se você se sente assim, tente isso…

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PODCAST:



Não existe fórmula secreta ou mágica para sermos gestores de nossas emoções ou ações, mas algumas atitudes podem auxiliar no processo… E esse detalhe muda tudo.

Vivemos em uma cultura que vende soluções rápidas para processos profundamente humanos. Um mundo que promete controle emocional em três passos, enquanto o cérebro, o corpo e o psiquismo funcionam em outro ritmo. Emoções não obedecem a atalhos, elas pedem escuta, tempo e elaboração.

A imagem é simples à primeira vista, mas carrega algo essencial: autoconsciência em ação. Ela não tenta apagar o que sentimos. Ela reconhece, nomeia e propõe caminhos possíveis. E isso é maturidade emocional.

Do ponto de vista da Neurociência, nomear estados internos: “estou ansioso”, “estou cansado”, “estou irritado”, já reduz a ativação excessiva da amígdala e devolve acesso ao córtex pré-frontal, área responsável por reflexão, tomada de decisão e autorregulação. O cérebro não muda quando é pressionado. Ele muda quando se sente compreendido.

Na Psicologia e na Psicanálise, sabemos que emoções não reconhecidas não desaparecem. Elas se deslocam. Viram sintomas, reações automáticas, conflitos repetidos ou esgotamento. Por isso, escrever quando estamos pensativos, respirar quando a ansiedade domina, pausar quando o corpo pede, movimentar-se quando o desânimo se instala, caminhar quando a irritação cresce, reduzir estímulos quando a mente está saturada… tudo isso não é “dica motivacional”. É higiene psíquica.

Na Educação, esse entendimento é decisivo. Professores, gestores e estudantes não falham por falta de técnica, mas por excesso de sobrecarga emocional não elaborada. 

Uma escola que ensina o aluno a reconhecer seus estados internos está ensinando algo mais importante do que qualquer conteúdo: capacidade de se governar.

Gestão emocional não é controlar emoções. É aprender a não ser controlado por elas.

Não é evitar sentir. É saber o que fazer com o que se sente.

Cada atitude simples da imagem é, na verdade, um convite à responsabilidade emocional. Um passo pequeno, mas honesto, na direção do amadurecimento. Não resolve tudo. Mas sustenta o processo. E processos, diferentemente de mágicas, constroem transformações reais.

“Presença vale mais que perfeição e consciência vale mais que pressa.”

Com cuidado e propósito,

Texto redigido por Darwyn Furlan

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A Arte de Escutar o Próprio Corpo: Um Chamado à Presença


Às vezes, o cansaço não é apenas físico. O desânimo não é preguiça. A irritação não é falta de paciência. O que a imagem nos apresenta é um delicado mapa de estados internos que frequentemente ignoramos ou julgamos como falhas, mas que, na verdade, são sinais. São formas que nosso corpo e mente encontram para dizer: “Algo precisa mudar.”

Vivemos em uma cultura que valoriza a produtividade constante, o otimismo inabalável e a energia perpétua. Quando nos vemos pensativos demais, cansados, desanimados ou entediados, nossa primeira reação costuma ser a autocrítica: “Preciso ser mais forte”, “Devo estar fazendo algo errado”. Transformamos nosso mal-estar em mais uma fonte de pressão.

Mas e se, em vez de lutar contra essas sensações, nós as escutássemos?


Os Sinais são Mensageiros

Cada item da lista “Se você se sente assim” pode ser lido como um mensageiro legítimo:

– Pensativo demais pode sinalizar uma necessidade de processar emoções ou decisões.

– Cansado e desanimado muitas vezes indicam esgotamento, não físico, mas emocional ou mental — um pedido de repouso verdadeiro.

– Irritado e impaciente costumam surgir quando nossos limites estão sendo ultrapassados ou quando algo em nossa vida não está alinhado com nossos valores.

– Preguiçoso e entediado podem ser sintomas de desmotivação por falta de propósito ou de estímulos significativos.

Ignorar esses mensageiros é como desligar o alarme de incêndio sem procurar pelo fogo. A solução apresentada na imagem não é uma lista de tarefas obrigatórias, mas um leque de possibilidades gentis para responder ao chamado.


A Resposta Gentil: Da Reação à Ação Consciente

O que propõe a segunda lista é uma mudança de postura: de passivo e sobrecarregado para ativo e cuidando de si.

– Escrever é externalizar o turbilhão interno, dar forma aos pensamentos e, assim, organizar o caos.

– Focar na respiração é a âncora mais básica e poderosa: um retorno ao presente, ao corpo, ao momento único que é agora.

– Fazer uma pausa é um ato de resistência em um mundo que não para. É dar-se permissão para não produzir.

– Movimentar o corpo e caminhar são formas de reconectar mente e físico, liberar tensões e mudar a perspectiva literalmente.

– Evitar redes sociais é proteger-se da comparação e do ruído externo para ouvir a própria voz.

– Sair ao ar livre é lembrar-se de que fazemos parte de um ritmo maior, o ritmo da natureza, que cura pela simples exposição.

– Refletir sobre o processo é perguntar-se “por que estou me sentindo assim?” sem julgamento, com curiosidade amorosa.


O Convite Final

A imagem, em sua simplicidade, oferece um guia prático para a auto-observação e o autocuidado. Ela nos lembra que bem-estar não é um estado permanente de felicidade, mas a habilidade de navegar com consciência os diferentes terrenos do nosso mundo interior.

Portanto, da próxima vez que a irritação, o cansaço ou o tédio baterem à sua porta, experimente não os afastar como inimigos. Convide-os para uma conversa. Pergunte: “O que você veio me mostrar?”. E então, escolha uma das portas gentis de saída: uma caminhada, uma pausa para respirar, algumas linhas em um caderno.

O caminho de volta para o equilíbrio muitas vezes começa com um único ato de escuta — um ato de coragem em um mundo barulhento. Comece por aí.


Alex Rudson

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